Meses se passaram desde a 22ª edição da Copa do Mundo e como não conseguimos parar de pensar em futebol, estamos nos preparando para a próxima edição. Porque a verdade é que nunca é cedo para quem gosta de futebol e quer apostar grandes quantias. Já sabemos que Canadá, México e Estados Unidos são os responsáveis pela 23ª Edição. No entanto, o debate sobre a edição com maior significado já atinge níveis dramáticos.
Um novo problema para enfrentar
No passado, a competição para organizar uma fase final de uma Copa do Mundo era acirrada, pois era considerada uma grande honra. No entanto, também foi considerado um impulso para a economia do país através da renda direta dos torcedores que o visitavam. Bem como a receita indireta da publicidade. Claro, isso exigiria grandes melhorias na infraestrutura relevante. No entanto, o consenso foi de que valeu a pena.
Após a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, enquanto os números dizem que a FIFA lucra bem com as competições, fala-se seriamente de que os países-sede não recebem os lucros que esperavam. De fato, é amplamente divulgado que as três últimas edições resultaram em dívidas para os organizadores. Assim, deixando-os com um potencial retorno sobre o investimento da exploração da infraestrutura atualizada. Existe até a alegação de que a FIFA fica com todo o lucro, não deixando nada para os anfitriões. É uma condição que resultou na relutância de alguns países em assumir a tarefa de sediar um torneio futuro.
2030 é a edição do centenário e deve ser especialmente comemorado
A solução encontrada para contornar o problema foi seguir os passos da co-organização da Copa do Mundo por mais de um país, como aconteceu em 2002 com Coreia e Japão. No entanto, há uma questão adicional a considerar aqui. A Copa do Mundo de 2030 celebrará os 100 anos da competição. Isso se traduz em arranjos especiais e algo extra para denotar a ocasião. Aqui estão os possíveis candidatos:
1. Os Ibéricos
Espanha e Portugal apresentaram a sua proposta. Eles têm a vantagem de uma infraestrutura já existente que inclui alguns dos estádios mais modernos do mundo.
2. Os Bálcãs
A segunda proposta vem da Bulgária, Grécia, Romênia e Sérvia. Ainda não foi formalmente submetido, pois há alguns problemas para resolver de antemão.
3. Os Sul-americanos
A novidade mais recente é a candidatura do Cone Sul: Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai. A premissa e o ponto forte da empreitada é que a competição volte para onde tudo começou em 1930. No entanto, eles apelidaram sua candidatura de «proposta austera», pois precisarão da ajuda do Banco de Desenvolvimento da América Latina. Isso é meio que um aspecto negativo. Outra questão é que será a segunda vez consecutiva que a organização vai ao mesmo continente e reduz ainda mais suas chances.
Duas das três propostas incluem uma primeira: a co-organização de quatro países. A ideia já recebeu amplo apoio da maioria das principais casas de apostas oferecidas via agente. A sugestão do Cone Sul tem recebido maior aceitação, apesar dos contratempos mencionados. Não só por razões históricas, mas também porque é o continente que fornece os maiores talentos a todo o mundo.